Relação Professor X Aluno

Sempre mantive um bom relacionamento com os meus professores, na maioria das vezes de proximidade. Algumas coisas contribuíram para isso, o fato de eu ser comunicativa, de participar das aulas, de ser atenciosa (modéstia parte), sem falar que boa parte da minha vida sentei na frente (senão não presto atenção hehehe), no ensino médio sentava perto(em cima) do birô.  Isso te rende alguns encontros bem engraçados, onde a principal pergunta é “o que você está fazendo?”(Qualquer dia conto detalhadamente como é um desses encontros aqui). Te rende também alguns encontros decepcionantes, quando o professor não lembra mais de você, ou simplesmente não se importa em te encontrar, até porque você só era mais um dos 400 alunos que ele tinha por ano.


Depois que entrei na faculdade a coisa não mudou, eu sou o tipo de aluna que realmente presta atenção na aula, sem falar que não falto e ainda sou uma admiradora de bons comunicadores, e de pessoas que tem didática (coisa que por sinal é às vezes rara nas universidades) e de grandes seres humanos. Tudo isso me faz observar bem a aula. E as conseqüências são as mesmas, sou cumprimentada por meus professores nos corredores, na rua, no shopping ou em qualquer outro lugar. E ainda com outros tenho conversas agradáveis sobre diversos assuntos (inclusive carreira é claro).


Se quando você tem 13 anos e é colega de um(a) professor(a) já te chamam de babão, imagine na faculdade que essa proximidade pode te trazer “ganhos”, só que pêra aí, eu sou a mesma. Independente dos possíveis ganhos eu gosto de PESSOAS, de conversar com pessoas, e não estou interessada nos ganhos ou nos benefícios que essa minha “amizade” vai me trazer.


Sem falar que eu sou uma pessoa cortês, e isso vem de berço, é uma característica da minha família principalmente dos meus pais, admiro isso neles e internalizei. Isso quer dizer que se eu faço um favor pra A ou B não significa que eu tenha interesse em qualquer tipo beneficio que esse favor vai me trazer. NÃO FAÇO FAVOR PRA NINGUÉM PENSANDO NOS BENEFÍCIOS. Eu sou uma cristã, faz parte do meu cristianismo servir. Eu realmente acredito que se você não vive pra servir não serve pra viver.


Outra coisa que quero deixar claro é que EU TENHO OPINIÃO! Quando considero se um professor é bom professor ou não, eu considero de forma ampla, isso vai além da inexperiência da pessoa, tem a ver com o conhecimento, com o esforço, com a capacidade de adotar novas estratégias quando a turma está com problemas, com flexibilidade da pessoa, com a boa vontade, com a disponibilidade, com o ser humano (que ele (a) é). E é lógico que eu sou um ser humano e tenho que entender que um professor também é ser humano. Por isso se posso dá a mão a alguém (seja essa pessoa quem for), eu realmente não vou dá um chute! Só pra completar: se “eu” me identifico com uma pessoa eu vou sim ver mais qualidades do que defeitos, isso é natural em relacionamentos humanos mesmo que entre professor e aluno (só com uma convivência maior começamos a ver os defeitos). Mesmo assim, me considero BASTANTE REALISTA.


Ainda outra coisa. Eu sou uma pessoa observadora, portanto naturalmente por vezes sou critica mesmo sem querer. Mas não acho correto, e por isso assim que noto que estou tendo esse comportamento (críticas destrutivas) tento me livrar dele. E NÃO GOSTO que as pessoas fiquem no meu ouvido “METENDO O PAU” NOS OUTROS! Não acho correto e ponto final. Não tem o que discutir, é minha opinião.


Mais outra coisa. Gosto de estar em PAZ! Gosto de semear a paz! Sou sim contra guerras e brigas. Se existe um conflito tento de todas as maneiras resolver na paz. E mais, NÃO tenho medo de autoridade, não tenho problemas com autoridade, nunca tive, nem o auge da minha adolescência com toda a euforia, mesmo assim eu sempre respeitei autoridade. Gosto de fazer acordos. E tenho mesmo que sem querer aprendido a fazer concessões. Isso me ajuda a ser mais humana e gosto disso, mesmo sabendo que quando agente negocia e faz concessões não é a nossa vontade que é feita, às vezes é como em um jogo de futebol onde o resultado foi 1X1, por vezes 1X1 é sem graça, mas nem sempre precisamos ir pros pênaltis.


Por fim: Por vezes meus planos, até aqueles formulados com as melhores intenções, não terminam como eu esperava! NÃO SOU PERFEITA, vou erra sempre, mas acredite, eu busco sempre acertar.


Se você é PROFESSOR(A) e está lendo esse texto saiba de uma coisa. Você se colocou em público, é um formador de opinião e desperta atenção dos alunos durante toda a aula (mesmo na universidade). Por isso, se conforme, SEUS ALUNOS VÃO FALAR DE VOCÊ (bem ou mal vão falar). E não vão falar só da sua aula não, vão falar das suas opiniões, das suas ações, da sua roupa, do seu corpo e etc. Lembre-se do tempo que você era aluno, você também falava dos seus professores. Eles NÃO VÃO FALAR POR MAL, mas lembre que você se coloca na frente deles por horas e isso chama a atenção deles, por isso vão falar.  Se conforme ou mude de profissão!


PS: Texto logo, mas importante, um dia vou tornar o blog público e quero que leiam isso. Queria que esse dia fosse hoje, mas ainda não dá. Preciso de mais liberdade.


[Texto que formulei ha um tempo mas que só escrevi agora]

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AMIGOS, Amigos, amigos?

As pessoas entram nas nossas vidas sem pedir licença. Sem perguntar se podem e fazem de tudo pra chamar nossa atenção.

Já não sou mais a antiga seletiva, decidi que selecionar mesmo só quando for profissional de RH. E logo nesse ano aberto decidi de vez não selecionar, decidi arriscar, e arriscar por vezes significa se machucar.

Decidi estar realmente aberta, e pra ser bem sincera logo em março descobri que isso ia me custar muito caro, porque quem se protege demais como eu, não se protege porque é frio e calculista como muitos podem julgar, mas se protege porque tem medo de sofrer, de perder e de se machucar. Mas eu não me conformei, não mudei de plano porque em março minha decisão já tava me machucando, abstrai e decidi continuar tentando e ver o que esse meu ano aberto ia me causar.

Decidi que pra ser meu amigo não precisa ser tão bom assim, não precisa ser o melhor, não precisa provar nada, pra ser meu amigo não precisa fazer prova, não pego currículo, não faço prova de seleção, não tem prova de título, nem teste psicológico, não tem exame físico, não tem entrevista, nem tempo de experiência, nem muito menos carta de referência (não que antes tivesse todos esses teste mais eu me protegia demais, por isso o exagero).

Comecei a acreditar que amizade simplesmente acontece. Que pessoas são de carne e osso e simplesmente erram. Que não tem quem seja bom demais pra passar na prova se cada vez agente for subido o nível. E mesmo que se façam esses testes todos não é garantia de nada, de ser bom amigo, de não se magoar, amigo é ser humano e sempre vai errar. E sabe que quando ele erra (ou agente) tem suas vantagens? Depois que perdoamos começamos a aprender a lidar com a dificuldade dele (ou ele com a nossa).

E acreditando nisso dei uma chance (chance, é preciso da chance?) a quem não se batia comigo, a quem sempre erra do contra quando eu abria a boca, mas a quem de longe parecia ser gente boa, afinal era querida por todos, comecei a não pegar tanto no pé dela, e exercer o que faço com os meus amigos, aprender com as pessoas, que bom, que bom que fiz isso, que bom que não racionalizei tanto, que bom que repensei, que dei tempo. Porque se não tivesse feito isso logo eu não teria tempo, e teria ficado com uma dor na consciência por não tentar, mas não, fiz aprendi e realizei. Esta não está mais viva pra contar o que pensa o que sente, descansa, dorme. Foi bom enquanto durou! Mas acabou porque a vida é assim mesmo, é efêmera, e essas coisas acontecem e ajudam agente a pensar. Apesar da dor que nos causa e essa dor é profunda como nunca poderia eu imaginar. Até porque nunca pensei nessa possibilidade, agente nunca pensa que nossos amigos podem morrer. E só acreditei porque vi. Tem coisas que agente precisa ver pra acreditar.

È por isso que quem entrou ultimamente na minha vida, fazendo de tudo pra chamar a minha atenção (ou faz de tudo para buscar aprovação? Não sei! Vou descobrir), chegando bem perto pra eu não deixar de olhar, mostrando toda sua humanidade, sendo amável, educada e simpática, mas que ainda me desperta certas suspeitas (é muito certinha, eu sou assim, será que desperto suspeitas?) Vou dando um voto de confiança, apostando no meu ano aberto, acreditando que amizade não tem hierarquia. Que a hierarquia só começa depois quando agente já é amigo, e alguém ocupa o espaço que outro alguém deixou aberto, e passa a ser mais próximo.

A vida nos reserva surpresas. Quem poderia imaginar que em seis meses a vida me faria tantas, mesmo que pequenas surpresas? Quem imaginaria que a primeira impressão não foi a que ficou? Tem vezes que a convivência diz muito mais que a primeira impressão.

Se aprendi alguma coisa com a decepção de março?

Sim, claro que sim, aprendi que vale a pena tentar.

Se vou sentir saudades da amiga que dorme?

Sim, muita saudade, já estou sentido.

Se quem fez tudo pra chamar minha atenção vai realmente permanecer na minha vida?

Eu não sei.

Só sei que o meu ano continua aberto!


A palavra que dói

Usei por duas vezes segunda-feira a palavra que não existe no meu dicionário particular.


A palavra que me doe pronunciar.


Por um só por motivo uso essa palavra, por prudência.


Usá-la às vezes pode significar fraqueza, covardia, “falta de objetivo”.


Mas não foi o caso, usá-la no meu caso significou esperteza, prudência, ganhar tempo, e porque não acreditar e dizer, usá-la significou sabedoria, tomara!


Tomara que eu esteja certa!


Mesmo assim usá-la me traz o gosto da derrota, me traz amargura na boca, me traz recusa e indignação.


Por que tenho que de vez em quando usá-la?


Incluí – lá no meu dicionário me dói.


Não colocá-la pode por vezes significar suicídio.


Não suicídio de vida, mas suicídio de objetivo.


E usá-la já não significa suicídio?


Pra mim não, significa ganhar tempo, ganhar o jogo, quem sabe começar um segundo tempo(?).


Se usar duas vezes em um único dia é ruim, se usar duas vezes em uma semana é ruim, se usar duas vezes em um mês é ruim.


Imagine ter que usá-la na quarta-feira. (?)


Três vezes em uma única semana.


Não, eu não queria usá-la na quarta-feira, aí pareceu mais fraqueza, não aí significou proteção, me proteger do sofrimento que não usá-la me pode causar.


E mais que isso, tenho que confessar, no fundo, no fundo, eu nem queria, quer dizer, eu até queria, mas talvez não esteja preparada, não tenha esse tempo, não queira os possíveis problemas que não usá-la iria me causar.


E ainda tem a dúvida, a incerteza, é verdade que já ganhei uma partida, mas o jogo só está a começar, e se o outro time não quer jogar com agente, na vida real não é WO.


Na vida real é rejeição.


E mais uma vez prefiro dizer que usar a palavra é proteção.


Sabe uma coisa que eu amo e odeio ao mesmo tempo?


O TEMPO


Eu odeio o tempo pela ansiedade que me causa, mas eu AMO o tempo pelas voltas que ele me mostra.


E quantas voltas!?!.


Agora é só esperar.


Acreditar que fiz as escolhas certas e que Deus vai me abençoar.


Sim…


E a palavra que não existe no meu vocabulário.

Editado: Para saber o resto da história e ver que Deus me abençoou leia também: Sou fraca e Fracasso não é a pior coisa do mundo!

A palavra que não existe no meu dicionário.


O verbo que é possível conjugar de muitas formas é D-E-S-I-S-T-I-R.


É nessa palavra que nem gosto de pensar.


Editado: Para saber o resto da história e ver que Deus me abençoou leia também: Sou fraca. e Fracasso não é a pior coisa do mundo