Um drama em 24 meses

Se a minha visão de mundo é tão diferente do que me impõem a estudar… eu fico me perguntando… como poderei me inspirar para escrever? De tanto refletir entendi que devo jogar fora a essência do ser para poder escrever sobre algo excessivamente exterior a mim. Transformei-me em um ser redondo, assim vejo só um lado da coisa, não vejo a essência, mas não perco a essência, vejo apenas o que devo ver agora, o que devo fazer agora para meu objetivo alcançar, se eu ver demais vai doer, se eu não ver eu consigo sublimar, sublimo o ser em busca do meu objetivo. Pela sublimação do ser, não serei anormal a corrente de pensamento que me empurram garganta abaixo. Esse é o drama de alguém que decide fazer pró-graduação, e terá que escrever o que o programa, o orientador ou o projeto manda. Menos escrever sobre o que você acredita ser eficiente, importante e necessário. Não, eu não sou contra pesquisa básica, eu gosto, o tema não é esse. É apenas um desabafo que quem terá que escrever sobre o que essencialmente não acredita. 

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