Momentos

Olá Pessoas,

Primeiro dia de aula e a sensação de que os momentos se tornam cada vez mais importantes.

Cheguei hoje no instituto e vi aquele ar de reforma, de canteiro de obras, de prédio novo pronto, graças aos novos investimentos do governo federal nos institutos federais tecnológicos.

Mas o que é mais interessante é notar que tudo muda, as salas, os professores e principalmente os colegas. Hoje descobri que uma das minhas melhores amigas do curso vai trancar o curso, ela não contou antes porque (acho) queria fazer pessoalmente, fiquei triste, ela passou na uf(não por isso) e não quer fazer os dois, então vai ficar só com o de lá.

E eu começo a pensar como é importante aproveitar os momentos, e isso pra tudo, os momentos que vivemos em família, os momentos que vivemos com os amigos, os momentos que vivemos com os amigos de verão (que podem se tornar verdadeiros amigos), os momentos que vivemos na faculdade, seja estudando ou curtido, conversando besteira.

Sabe, tudo muda tão rápido que é preciso aproveitar cada momento hoje, agora, pra que depois não seja tarde demais, o tempo passe e as situações mudem.

Parece meio nostálgico pensar nisso, e é até verdade que estou toda assim, vivendo uma fase que classifico como “aberta pra vida”, pro mundo e principalmente para as pessoas, acho que isso pra mim significa mais ou menos começar o ano(já que já passou o carnaval) de pé direito.

Então pessoas, aproveitem os momentos, eles passam, portanto aproveite cada segundo de sua vida, independente que seja ela vidinha ou vidona, não importa, quem faz a sua vida é você. Só lembrando que aproveitar a vida e os momentos não significa (para mim) sair fazendo coisas adoidadas, imprudentes e irresponsáveis, só viver intensamente os momentos bons e minimizar os ruins.

É isso!

Tchau!

Um sábado atípico

O sábado é para mim o melhor dia da semana. Eu me acordo, tomo banho, bebo no máximo um copo de suco (não sei por que nem eu nem Jemima gostamos de tomar café da manhã no sábado), e coloco uma roupa bonita, ou social ou esporte fino, amo colocar aquele salto (o que valoriza bastante a roupa), depois de demorar um poucão me arrumando, entro no carro, 10 minutos depois estamos na igreja. Não dá pra explicar o que sinto em relação ao sábado porque só quem sente sabe como é. Mais o mais importante de tudo é saber que esse é o dia que eu dedico unicamente a Deus, e a meu próximo. (Qualquer dia faço um texto só sobre “O Sábado”).


Mas o último sábado foi diferente! Eu já sabia que seria – pelo menos em parte. Eu teria um compromisso o I ELA(Encontro de Líderes de Aventureiros). E como não deu para eu viajar na sexta, tive que ir no sábado pela manhã. Me acordei às 5hs da manhã (eu e uma colega que tinha vindo do Rio Grande do Norte), me arrumei e fomos ao destino.

Pra chegar lá uma “viagem” até a região metropolitana (Cabedelo) de João Pessoa, chegando lá uma balsa(muito legal andar de balsa) e depois da balsa um ônibus. Esse trajeto todo deu por volta de 1h30 minutos. Quando estávamos esperando a balsa(meus pais foram me deixar até lá) o telefone do meu pai toca, era minha tia avisando que meu avô não estava muito bem e teria de chamar a ambulância pra leva-lo ao hospital (Meu avô já tinha passado 24 dias internado e tinha saído na última 4ºfeira).

Chegamos ao nosso destino, uma casa, muito massa, enorme, beira-mar. O programa começou, fiz a minha parte (recapitulação da lição da Escola sabatina – geral). Passaram algumas outras partes e na hora da dinâmica (10h37) recebi um telefonema, era a minha mãe. Ela disse Alô! E ficou em silêncio (eu já imaginava o que havia acontecido, o silencio da minha mãe já havia me dito).


Meu avô Luiz, pai do meu pai, 82 anos, faleceu dia 15 de agosto, esse último sábado. Eu fiquei bem triste, mais ao mesmo tempo aliviada porque é muito triste ver alguém que você ama sofrendo. E eu havia pedido a Deus que Ele permitisse que o melhor pro meu Avô acontecesse.


Meu Avô foi muito bom avô pra todos os netos. Ele me chamava ou de Branquinha ou de Lida. Muito dos meus finais de semana passei em sua casa brincando junto com meus primos. Lembro vagamente das pipocas que ele fazia, dos sorvetes que ele comprava, de como ele era engraçado. Fora que meu avô era um homem muito criativo, era um “engenheiro” nato, mexia em tudo o que fosse possível, era também muito persistente, quando queria alguma coisa era difícil de mudar de idéia. Nos dez últimos anos já não era o mesmo, a doença (Mal de Alzheimer) havia levado muito da sua vivacidade.


O que tenho a escrever aqui, o que tenho a partilhar aqui é o mesmo que li quando falei no sepultamento do meu Avô. É a esperança que levo no meu peito.

Irmãos, queremos que vocês saibam a verdade a respeito dos que já morreram, para que não fiquem tristes como ficam aqueles que não têm esperança. Nós cremos que Jesus morreu e ressuscitou; e assim cremos também que, depois que Jesus vier, Deus o levará de volta e, junto com ele, levará os que morreram crendo nele. De acordo com o ensinamento do Senhor, afirmamos a vocês o seguinte: nós, os que estivermos vivos no dia da vinda do Senhor, não iremos antes daqueles que já morreram. Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, e a voz do arcanjo, e o som da trombeta de Deus, e então o próprio Senhor descerá do céu. Aqueles que morreram crendo em Cristo ressuscitarão primeiro. Então nós, os que estivermos vivos, seremos levados nas nuvens, junto com eles, para nos encontrarmos com o Senhor no ar. E assim ficaremos para sempre com o Senhor.  Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.   1º Tessalonicenses 4: 13 -18.


É possível que muitos de nós não possamos nos conformar com a morte, mas existe um consolo. É isso que me consola!!!

Amizade para uma vida inteira

Amigo é muito bom…
Mas sei lá porque hoje aconteceu uma coisa bem engraçada…
Que já aconteceu outras vezes…
Que chamou muito a minha atenção!

Fomos à casa de uns amigos nossos de família…Sabe aquela amiga da sua mãe que é como se fosse sua tia? Aquela que você chama ou em algum momento de sua vida você já chamou de tia? Na verdade no começo ela era só a amiga de minha mãe, aí meu pai foi ficando amigo do esposo e nós de acordo com o que dá(pq somos um pouco mais novos) ficamos amigos dos filhos.
Resultado duas famílias amigas…Pronto!

Hoje fomos a casa deles…foi uma visitinha “rápida” (é impossível visitas rápidas entre essas duas famílias) só pra deixar um negócio. O interessante foi notar como as conversas aconteceram… Naturalmente com o passar do tempo todo mundo conversa com todo mundo. Mas hoje foi muito interessante.

Chegamos, entramos, eles nos cumprimentaram e rápido as coisas aconteceram… Eu fiquei na sala de tv com a dona da casa, agente ficou conversando sobre saúde e o nosso quase que constante cansaço. Olhei de lado e reparei que meu irmão tava com o dono da casa na sala de jantar, imagine o assunto do meu irmão de 17 anos com um cinquentão? (é muito legal conversar com  esse amigo do meu pai, ele conta umas historias muito engraçadas quase sempre quem conversa sou eu.)Imposto de renda, restituição, computadores e programas da receita federal. Minha irmã logo ali do meu lado com a filha, conversando – elas são muito amigas… Meu pai no terraço com o genro… E minha mãe com a irmã da dona da casa que mora em outra cidade e estava esse fds aqui.

Eu fiquei pensado como as coisas mudarão!
Antes era só minha mãe com a dona da casa, meu pai com o dono, minha irmã com a filha, e eu e meu irmão (sem ambiente) pedindo para que o tempo andasse logo, pra que desse logo a hora da gente voltar pra casa. Nada como o tempo. Eu nunca achava que ia crescer quando visitava aquela família, era sempre a criança. Também nunca achava que uma simples visitinha ia ser tão legal(isso já faz ums 4 anos/que é legal).

É muito bom ter amigos. E quero falar exatamente desses que são quase como família que agente acaba sem escolher, os nossos pais que escolhem, porque esses na verdade são os amigos deles. Mas mesmo assim é bom!

E quando o tempo passa e agente vai crescendo admirando uma amizade verdadeira e duradoura, os amigos dos nossos pais deixam de ser nossos tios e se tornam também nossos amigos(se bem que hoje eu deixei escapar um “tia”).
E agente vai criando também as nossas referências que um dia vamos ter amigos iguais aqueles. Amigos de uma vida.

Enfim, deu vontade de escrever e contar essa historia de uma amizade tão legal que pra falar a verdade também é animada com ótimos almoços…

Uma boa semana!
Mesmo sem tempo vou continuar vindo aqui …
Me visite sempre.

Limpando a sujeira do seu filho

Na vida agente passa por vários tipos de situações, coisas simples, mas que acabam trazendo algumas lições.

Ontem estava lavando uma bandeja de ovos e de repente plac!!! Não sei exatamente como, mas consegui quebrar cinco ovos de uma vez só. Eu sou realmente muito desastrada, essas coisas só acontecem comigo. Eu fiquei irada. E pensei a pior coisa vai ser limpar. Minha mãe estava bem do meu lado (ocupada) e ficou sem entender nada.
A conversa foi mais ou menos assim:
– Oxe minha filha o que foi isso?
– Não sei!
– Tem nada não.
– Droga, vou limpar e comecei. (Eita coisa ruim limpar ovo quebrado no chão (me enjôo só de lembrar), eu fui limpando e ficando com vontade de vomitar). Eca, droga… (e limpando…)
– Filha, espera eu terminar que limpo isso pra você.
– Não precisa.

Minha mãe limpar ovo no chão, aquela coisa nojenta, não eu não deixei, o que não quero pra mim não quero pra ninguém. Se ela pelo menos não fosse tão cheia de frescura( como eu) para coisas nojentas, tudo bem, mas não é o caso. Se fosse meu pai que não tem dessas coisa eu teria deixado, mas minha mãe não. Limpei tudinho e minha mãe me falando pra esperar que ela iria limpar, como sou manteiga derretida e por causa da raiva (momentânea) ensaiei até um chorinho, mas minha mãe ficou falando que isso era besteira e que eu não chorasse por isso, eu fui e engoli o choro(sou chorona).

Diante do que consegui fazer com os ovos fiquei pensando nos insistentes pedidos da minha mãe pra limpar o que eu tinha sujado e pensei até quando os pais devem limpar a sujeira dos filhos.

E essa é a pergunta que faço:
Até que ponto os pais devem limpar as sujeiras dos filhos?
Não falo desse tipo que fiz(isso foi só uma gentileza da minha mãe), mas do tipo sujeira grande, sério, de verdade.
Principalmente durante a adolescência agente faz muita bobeira, agente é modo de falar porque não sou mais adolescente. E também sou muito comportada.Sério! Já sou jovem e falando sério essa é a melhor faze da vida. Só que ninguém ta livre de fazer umas besteiras e jovens também fazem besteiras.

As vezes a sensação que tenho é que os pais mesmo de jovens e adolescentes protegem seus filhinhos como se fossem de vidro.(É bom ser protegido principalmente quando agente faz coisa que não deveria fazer). Mas o que acho é que não se pode confundir “apoio incondicional” com “tentar livrar das conseqüências”. (Tudo que agente faz tem consequências e deixar que as conseqüências venham faz parte da educação, faz parte da aprendizagem. Se queremos aprender com os próprios erros, também temos direito as consequências).
Mas muitas vezes não é isso que vemos, pelo contrario. Filhos “homens feitos” sendo defendidos por papaizinhos.

dudaNessa nova novela que começou “Caminho das Índias” tem um personagem (Zeca) que é esse filhinho de vidro, sempre certo, sem limites, que sempre estar brincando, que nunca faz nada errado. O ator que interpreta ele é Duda Nagle. (Confesso que gosto muito de filmes e telenovelas, não deveria gostar porque muitas vezes é uma perda de tempo, não vou nem assistir essa, mas sempre que ver uma propaganda sobre esse “Zeca” vou assistir para ver e quem sabe poste aqui o q acho.)

Outra pergunta:
Será que seu filho aprende quando você limpa a sujeira dele?
Eu acho que não.
Eu acho que os filhos que sempre os pais limpam a barra não aprendem.
Lembro de uma vez que vi no jornal um pai que deixou o filho preso para ele aprender, por não aguentar mais o comportamento inadequado do filho, porque como pai ele não tinha mais o q fazer.

Bem, eu não sou mãe e pelos meus planos (e os de Deus) vai demorar muito, muito mesmo, pra ser de jovem então, vai demorar décadas. Não estou aqui para criticar a educação de ninguém, só quero dizer que tudo tem limite e que faz parte bater a testa na parede, pra um dia depois de amanhã se transformar em um homem(mulher) de bem.

Elogio!?

raiva
Ontem recebi um elogio!?…
Não que nunca tenha recebido elogios, mas ontem eu achei engraçado e tal. Achei curioso na verdade.
O que foi o elogio? Foi no que fiquei pensando depois…
Vou contar como foi…

Aqui em casa tem um homem fazendo um trabalho (reforma) já faz quase três meses(ele já conhece um pouco agente pq acaba convivendo/principalmente agora que estamos de férias)…reforma demora é um saco e tal..(essa parte deixa pra lá)
Eu sou quase a “engenheira responsável” isso pq fico perturbando o homem e os ajudantes com perguntas sobre cimento,tijolo…E ele respondendo e falando que eu dava uma boa “engenheira civil”.

O fato é que ontem o homem resolveu me fazer uma pergunta:
– Lidia, vc levou surra quando era criança?
– Levei sim, claro! Surra, surra não, mais muita peia.
– Não parece!
– Não! Pq?
– Sei lá, não parece!
– Levei muita peia rsrs
Depois de muito pensar perguntei?
– Isso foi um elogio?
– É eu acho que sim. É, foi um elogio!

Enquanto estava conversando com ele contei o quanto eu “aprontava”, brigava com meus irmãos, e inventava milhões de travessuras quando era criança.
Perguntei a ele se era um elogio pq pra mim quem não “levou peia” ou seja não teve disciplina, nem um castiguinho, muitas vezes se torna quando jovem e adulto “mal criado”.
Pior que, o que pai e mãe não ensinou o mundo acaba ensinado, ainda pior, o que pai e mãe não disciplinou o mundo acaba disciplinando ou saem por ai jovens e adultos achando que são “os donos do mundo” pq papai e mamãe não deu um castiguinho. Eu conheço casos como esses de pessoas jovens até adultos que estão aprendendo com a vida o que papaizinho não ensinou. Levando peia do mundo pq mamãe não teve coragem de dar um castiguinho no filhinho que com sete anos queria bater na cara dela.

Sei que hoje em dia muitos educadores falam que o melhor é não bater e sim o castigo, e eu também levei muitos castigos.
A educação dos meus pais que são educadores de formação é “peia na idade da peia” e “castigo na idade do castigo”.
Aqui em casa era assim agente apanhava de cipó(um galhinho fininho de árvore que meu pai ate limpava bem direitinho pra não machucar agente) e nem por isso fiquei traumatizada e nunca fui espancada, meus pais sempre tiveram controle e os admiro por isso.
Lembro que antes de meus pais darem duas,três ou quatro(no máximo quando a “arte era grande”) conversavam com agente e explicavam o pq agente estava apanhando. Lembravam que tinham dito que era pra agente não desobedecer e agente msm assim tinha feito por isso agora iriam vir as consequências do nosso erro. Minha mãe muitas vezes batia na gente chorando e dizia “dói mais aqui no coração de mainha (é q sou nordestina) do que em vcs”. Sabe era nessa ora que eu entendia que estava errada, essa hora da conversa era a pior de todas!
Hoje vemos muitas crianças desobedientes e mal-educadas, não que a minha educação seja a melhor do mundo…naturalmente meus pais em muitos momentos erraram… afinal são humanos. Mas não foram negligentes,omissos.
Aqui em casa nunca teve showzinho em supermercado, nunca teve gritos e escândalos em shopping.
Tem coisa mais feia do que criança de cinco anos que pai e mãe não controlam, tudo bem não bata é a educação moderna, mais por favor um castiguinho vai bem de vez em quando, tem hora que só conversa não resolve, diga lá a Super Nani “cantinho do castigo”.

E quando um dia tiver filhos se tiver dúvida faço como diz o ditado educo como meus pais…já sei o resultado.
E se você quer saber sem “me amostra” já levei bons elogios fora esse meio duvidoso, mas engraçado que recebi pela forma como meus pais me educaram e é que aqui em casa são três,e bem agitadinhos quando criança (principalmente eu).

É isso ai, se vai ter filhos planeje também o modo como vai educá-los e não é vergonha pedir ajuda. Acho até que deveriam existir verdadeiros consultórios de pedagogos(sim essa profissão que muitos desvalorizam mais que é extremamente importante) se eles existissem talvez nós fossemos mais educados, provavelmente o mundo seria um lugar melhor!

Agradeço a meus pais pela minha educação!