Não julgue

Não julgue um livro pela capa
Nem mesmo pelos “testemunhos” de quem já leu
Ouse ler a introdução
Mas, não fique só por aí
Se aventure nos capítulos seguintes
Dedique-se
Experimente refletir sobre o ponto do vista do autor
Coloque-se no cenário descrito
Finalmente, conclua o livro
E aí sim, dê a sua opinião
Compare com sua primeira impressão
Arisque-se a pensar diferente
Aí, possivelmente, seu julgamento vai ser diferente.

 Pessoas são como livros

Senti-me com 14 anos

Dos 12 aos 19 anos (+ou-) fiz parte de um grupo na igreja, era muito intenso. Agente fazia a música acontecer(apesar das dificuldades), cantávamos com alegria e prazer pra adorar a Deus, catávamos em varias igrejas, e não dá pra contar o número de apresentações.  E no meio disso tudo éramos seres humanos, pior que isso, adolescentes e pré-adolescentes, éramos principalmente nos primeiros anos amigas e rivais, em praticamente tudo. O gênio forte de cada uma. Sem comparação. Foi um tempo muito MUITO muito bom na minha vida que nunca vou esquecer.

Vivi muitas situações de confiança em Deus, experiências fortes com Deus, de ver Deus fazendo vários milagres nas nossas vidas. As circunstâncias mudaram e infelizmente por causa das nossas atividades (cada uma estudando numa hora diferente) tivemos que nos separar, não conseguíamos um tempo incomum pra ensaiar.

Esse grupo viveu varias fases, em uma delas, ainda na 1ª formação, umas de nossas mães providenciou alguém pra nos ensaiar, éramos muito novas, e precisávamos de alguém principalmente que nos ajudasse na parte da técnica vocal, e também acho que nossas mães queriam alguém que colocasse ordem.

Nessa época acho que eu tinha uns 14 anos e as meninas(éramos 5) tinham entre 12 e 16. Essa pessoa que veio ensaiar agente é fera em música, muito boa em técnica, tem uma extensão vocal incrível, foi uma boa mentora espiritual, na época fazia mestrado e trabalhava, era jovem, acho que tinha 28 anos.

Ela vivia querendo entender a todas, dava indiretas. Foi virando meio que confidente das meninas, só que eu não abria a boca. E oportunidades não faltavam, como morávamos perto às vezes eu pegava carona e enquanto ela puxava assunto eu torcia pra chegar logo em casa. Eu notava que isso chamava a atenção dela, não sei exatamente porque (por incrível que pareça apesar de contar minha vida num blog eu sempre fui e sou fechada). Ela não fazia por mal, mas é normal gente jovem que convive com adolescente dá um de conselheiro. Ela brincava dizendo (quando saiamos as 6 no carro dela) que parecia aquelas baby-sitter de adolescente americano.

Pessoa muito firme, passava um livro(ou um assunto) por semana pra agente ler e resumir, era uma boa influência, dava bons conselhos e aprendi muito com ela, por ser muito determinada. Por ser firme, eu vou confessar que tinha horas que morria de medo. Num sei nem porque, sempre me relacionei bem com hierarquia e nunca tive medo de autoridade. Mas nesse caso era diferente ela realmente me intimidava. E como eu era talvez a mais distante ela fazia algumas coisas  pra implicar mesmo comigo, sei lá. Talvez seja o jeito dela.

O fato é que no último sábado, ela estava de férias aqui no meu estado e eu fui convidá-la pra fazer uma parte na sala dos jovens. Quando eu chamei ________ ela me olhou da mesma forma que me olhava naquela época, me encarou assim de forma diferente, e como sempre fazia naquela época falou: Simmm Lídia. Minha nossa! Eu gelei, fiquei tão tímida que quase não sai a pergunta, me senti por instantes com 14 anos, e comecei: É pooorque eu queriiiia saber se… e aí pronto passou a timidez e comecei a conversar normalmente. Ufa! Lembrei dos meus 14 anos. E como era bom essa época. Agora passou, ficam as lembranças, o carinho e as amizades construídas.

Qualquer dia conto umas historias desse grupo (Shekinah) pra vocês.

Boa Semana!

Momentos

Olá Pessoas,

Primeiro dia de aula e a sensação de que os momentos se tornam cada vez mais importantes.

Cheguei hoje no instituto e vi aquele ar de reforma, de canteiro de obras, de prédio novo pronto, graças aos novos investimentos do governo federal nos institutos federais tecnológicos.

Mas o que é mais interessante é notar que tudo muda, as salas, os professores e principalmente os colegas. Hoje descobri que uma das minhas melhores amigas do curso vai trancar o curso, ela não contou antes porque (acho) queria fazer pessoalmente, fiquei triste, ela passou na uf(não por isso) e não quer fazer os dois, então vai ficar só com o de lá.

E eu começo a pensar como é importante aproveitar os momentos, e isso pra tudo, os momentos que vivemos em família, os momentos que vivemos com os amigos, os momentos que vivemos com os amigos de verão (que podem se tornar verdadeiros amigos), os momentos que vivemos na faculdade, seja estudando ou curtido, conversando besteira.

Sabe, tudo muda tão rápido que é preciso aproveitar cada momento hoje, agora, pra que depois não seja tarde demais, o tempo passe e as situações mudem.

Parece meio nostálgico pensar nisso, e é até verdade que estou toda assim, vivendo uma fase que classifico como “aberta pra vida”, pro mundo e principalmente para as pessoas, acho que isso pra mim significa mais ou menos começar o ano(já que já passou o carnaval) de pé direito.

Então pessoas, aproveitem os momentos, eles passam, portanto aproveite cada segundo de sua vida, independente que seja ela vidinha ou vidona, não importa, quem faz a sua vida é você. Só lembrando que aproveitar a vida e os momentos não significa (para mim) sair fazendo coisas adoidadas, imprudentes e irresponsáveis, só viver intensamente os momentos bons e minimizar os ruins.

É isso!

Tchau!

O que aprendi fazendo panquecas II

É, dessa vez eu acho que bati todos os meu recordes… 18 dias sem postar. É que a vida tá muito complicada, amiguinho. Mas como hoje tive um tempinho em meio à quase conclusão do relatório complicadíssimo que estou fazendo. Vim postar. Saudade dos bons tempos que falta idéia pra texto,  hoje tenho as idéias mas não posso tirar um tempinho pra blogar.

[Quero logo comunicar que se der espero postar todos os dias em dezembro]


Pois é, mais uma vez derrubei o liquidificador com as massas das panquecas.

Eu e meus amigos decidimos em um sábado desses que ficaríamos na casa de uma amiga vendo um filminho. E o prato principal seria panquecas, mais a pipoca, o refri e o brigadeiro. Minha irmã que não tinha o quê inventar falou que eu faria as panquecas ( isso porque era um amigo meu que ia fazer). Tudo bem.

Dia seguinte, sábado a noite, eu chego da igreja apressada e vou a cozinha. Preparo a massa, coloco o liquidificador em cima do fogão e me viro. De repente plac! Quando escutei o barulho já pensei  “foi a massa”. E num é que foi mesmo. Derrubou a metade da massa, isso porque a “Senhorita inteligente aqui” deixou o liquidificador em falso.

Dessa vez tive que fazer uma nova massa, isso porque derrubou muito, e como tinha oito bocas famintas pra alimentar (eles comem demais), não dava pra ser pouco.

A massa derramou atrás do fogão (entre a parede e o fogão), e eu que estava com pressa decidi não limpar naquela hora, porque e simplesmente porque não dava pra ninguém ver.

Pra completar ainda deixei cair à panela do molho, mas essa derramou só um pouquinho.

Você deve tá se perguntando “Como você consegue lançar todos essas coisa no chão?”. Boa pergunta, mas eu simplesmente não sei! Acho que é falta de atenção. Tudo bem, vou tentar ter mais cuidado!

Sabe o que é engraçado? Eu consigo tirar uma boa lição desta historia.

1° Nunca deixe nada que não possa cair no chão perto de mim, pode ser perigoso…kkkkkkkkkk, brincadeira, né?!

Agora falando sério.

Na vida agente precisa ter ATENÇÃO. Hoje agente vive uma vida tão corrida, tão acelerada, que só conseguimos pensar em nós mesmos. Muitas vezes não nos importa ajudar alguém, ter cuidado com os outros, ser solidário com alguém, ou mesmo educado ou/e delicado. Porque sempre estamos correndo atrás das nossas coisas, dos nossos problemas.

Eu tinha combinado de levar as massas, eu precisava das massas, mas mesmo assim, eu não me preocupei em deixar o liquidificador em um lugar seguro, simplesmente porque eu estava com pressa. Isso me lembra que na vida agente precisa sim fazer as coisas, mas não podemos esquecer das pessoas, devemos fazer as coisas, lembrando que estamos lidando com pessoas, lembrando que as pessoas, são gente como nós, são importantes como nós e de carne e osso como nós. E muitas vezes quando lidamos com pessoas fazemos como eu, que deixei o que tinha derramado debaixo do fogão, pq não dava pra ver, porque ninguém tava vendo. Pensamos que somos superiores, à atendente do consultório, ao caixa do supermercado, ou ao frentista do posto, afinal, não tem ninguém vendo e nós somos “o cliente”,  nós estamos  pagando pelo serviço.

Da próxima vez que o caixa te passar o troco errado, ou o sistema do cartão de crédito sair do ar bem na hora de você ia pagar, logo naquele dia que você tem aquele compromisso, ou se quando a  telefonistas te passar a ligação o ramal não atender, pare e preste atenção porque na sua frente ou do outro lado da linha existe uma pessoa. Que deve ser tratada como PESSOA.

PS: Ao fim, leia todos os negritos como uma frase só.